O Salmo 37:28 diz: “Porque o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.”
Esse versículo é um lembrete poderoso de que Deus não apenas observa nossas ações — Ele ama os que andam em justiça. E amar a justiça é amar aquilo que reflete o próprio caráter de Deus.
Vivemos em um tempo em que parece que o mal vence, que os injustos prosperam e que a verdade tem sido silenciada. Mas o Salmo 37 nos lembra que o Senhor continua reinando, e que o amor d’Ele é promessa aos que escolhem fazer o que é certo, mesmo quando custa caro.
A promessa de um Deus que vê o coração
O amor de Deus não é baseado em performance, mas em relacionamento. Ainda assim, Ele tem prazer naqueles que O amam o suficiente para viverem de forma íntegra, mesmo em meio à injustiça.
A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que escolheram a justiça e experimentaram o cuidado divino. José foi traído e preso injustamente, mas permaneceu fiel, e Deus o exaltou. Daniel foi lançado na cova dos leões por não negar sua fé, e o Senhor o preservou.
Essas histórias mostram que o caminho da justiça pode ser estreito, mas é o caminho da presença de Deus.
A justiça como expressão do amor
Praticar justiça não é apenas ser correto diante dos homens, mas ser verdadeiro diante de Deus. É agir com bondade, honestidade e compaixão. É escolher a verdade, mesmo quando a mentira parece mais conveniente.
Miqueias 6:8 resume isso de forma clara: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus?”
Quando praticamos a justiça, mostramos que o amor de Deus está vivo em nós. É esse amor que nos move a tratar os outros com respeito, a perdoar quem nos fere e a agir com retidão, mesmo quando ninguém está olhando.
O amor que recompensa a fidelidade
O amor de Deus pelos justos é mais do que sentimento — é proteção, é aliança, é promessa. O Salmo 37:28 afirma que Ele não desampara os seus santos. Isso significa que quem anda com Deus nunca está desamparado, mesmo quando o mundo parece desmoronar.
Às vezes, fazer o certo nos faz sentir sozinhos. A justiça, em muitos casos, isola. Mas Deus nunca deixa só aquele que escolhe o caminho da verdade.
Foi o que senti certa vez ao tomar uma decisão que, aos olhos humanos, parecia uma perda. Escolhi ser sincera em uma situação delicada, mesmo sabendo que poderia sair prejudicada. Por alguns dias, me perguntei se tinha feito o certo. Mas o tempo mostrou que Deus estava naquele gesto. O que parecia perda se tornou livramento. A justiça, quando feita com amor, sempre traz paz.
Deus ama os que amam o que Ele ama
Praticar a justiça é amar o que Deus ama e odiar o que Ele odeia. É refletir o caráter d’Ele nas pequenas e grandes decisões da vida.
Salmos 11:7 diz: “Porque o Senhor é justo, e ama a justiça; o Seu rosto está voltado para os retos.” Quando escolhemos esse caminho, o olhar de Deus se volta para nós. Ele se agrada, se aproxima e nos sustenta.
O amor de Deus é promessa, mas também é resposta à obediência. Quem vive em justiça experimenta o cuidado diário do Senhor e deixa um legado de fé para as próximas gerações.
Conclusão
O amor de Deus é a recompensa dos que escolhem viver de forma íntegra. Mesmo que o mundo não reconheça, o céu testemunha cada atitude justa.
Quando você escolhe a justiça, está dizendo a Deus: “Eu confio no Teu tempo, na Tua verdade e no Teu amor.” E o Senhor, que é fiel, honra os que O honram.
Talvez você esteja sendo testado nesse exato momento — talvez tenha que escolher entre o certo e o conveniente. Lembre-se: Deus não se esquece de quem anda em justiça. Ele ama, protege e preserva os Seus.
O amor d’Ele é promessa, é escudo e é herança eterna.





